Ex-delegado Caffagni é preso novamente em São José do Rio Preto
quarta-feira, 27 de abril de 2011Depois de ficar 13 dias em liberdade, o ex-delegado do Ministério do Trabalho da cidade de São José do Rio Preto Robério Caffagni foi preso novamente na manhã desta terça, na casa dele, no condomínio de luxo Recanto Real.
De acordo com a Polícia Federal, ele é suspeito de integrar um megaesquema de recebimento de propina para livrar empresários e usineiros de multas trabalhistas.
Caffagni voltou à prisão por causa da revogação de habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal, que decidiu por mais uma preventiva.
A nova prisão é por tempo indeterminado.
Paulo Norberto Arruda de Paula, um dos advogados de Caffagni, não soube informar o motivo da revogação.
Ele afirma que ainda não teve acesso à decisão.
“Primeiro vou analisar o que diz o documento para decidir que medidas devem ser tomadas”, disse.
O BOM DIA apurou que a revogação ocorreu porque Caffagni estaria coagindo testemunhas do caso e atrapalhando as investigações da PF.
O ex-delegado foi exonerado do cargo, que ocupava havia 25 anos, no mesmo dia da prisão.
Ele e outras 17 pessoas foram presas no dia 24 de março durante a operação Tamburutaca da Polícia Federal. Além de Caffagni, estão presos José Ernesto Galbiati, auditor fiscal do trabalho de Fernandópolis, e José Eduardo Sandoval Nogueira, ex-auditor em Rio Preto.
Exame
Na tarde desta terça, Caffagni teria tido problemas cardíacos e foi levado ao IMC (Instituto de Moléstias Cardiovasculares), onde passou por exames. De lá, foi encaminhado para a emergência do Hospital Beneficência Portuguesa, onde permaneceu internado sob escolta policial.
Ele deverá ter alta nesta quarta e seguirá para a prisão. Caffagni deverá ser levado para a cadeia de Catanduva ou CDP (Centro de Detenção Provisória) de Rio Preto. Tudo vai depender da disponibilidade de vaga.
Vaivém da Justiça no caso de Robério Caffagni
O vaivém do caso da prisão do ex-delegado Robério Caffagni já dura 33 dias. Ele foi preso no dia 24 de março. Cinco dias depois, teve a prisão temporária estendida por mais cinco dias. No dia 2, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva de Caffagni. Mas no dia 13, ele conseguiu uma liminar e ganhou a liberdade. Agora, o ex-delegado deverá permanecer preso até o final das investigações, desde que a Justiça não conceda uma nova liminar ou um habeas corpus.
Fonte: Rede Bom Dia