Lixo orgânico vira adubo em São José do Rio Preto
quinta-feira, 19 de abril de 2012Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o lixo tem destino correto há mais de 20 anos. Só vai para o aterro o que não pode ser aproveitado de jeito nenhum. O resto vai para o processo de compostagem. O lixo orgânico, por exemplo, é transformado em adubo.
São José do Rio Preto é uma das poucas cidades do Brasil que cumpre o plano de política nacional de resíduos sólidos. “A usina da cidade é um modelo. É um avanço muito grande. A política nacional foi instituída em 2010 para começar a valer em 2014, mas hoje já se observa que o sistema implantado em Rio Preto atende os preceitos da política: reciclagem, compostagem, reuso e a destinação adequada”, diz José Mário Ferreira, engenheiro da Cetesb.
Na cidade, são 400 toneladas de lixo coletadas todos os dias. Os resíduos formam uma montanha e o desafio é dar o destino certo para tudo que é descartado pelos moradores. A primeira etapa começa numa esteira. Os funcionários separam tudo que pode ser reaproveitado.
Tudo é vendido para empresas de reciclagem, mas o maior diferencial é o aproveitamento de lixo orgânico, como os restos de alimentos. Os resíduos ficam armazenados por 90 dias em um galpão. Neste período, o material se decompõe, vira um pó escuro e é vendido para produtores rurais.
Durante os três meses que os resíduos ficam no galpão, uma máquina é usada para revolver o lixo e ajudar a decomposição. Quando o equipamento revira o lixo, sai fumaça. Isso porque durante o processo químico há um aquecimento dos resíduos – resultado da ação das bactérias. A temperatura pode chegar a 70ºC.
Restos de plástico e embalagens também se misturam ao lixo orgânico. Esta etapa renderia mais se ele fosse separado corretamente do lixo reciclável ainda na casa dos moradores. Como isso ainda não é possível, ao final da decomposição, tudo tem que ser peneirado. No final, só fica o adubo pronto para ser usado. São 60 toneladas produzidas por mês.
São José do Rio Preto é a única cidade com nota 10 em compostagem na avaliação feita pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) todos os anos. Outros sete municípios paulistas também fazem a transformação de lixo orgânico em adubo.
Fonte: G1
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