Poluição e tempo seco agravam as doenças respiratórias em Rio Preto
terça-feira, 26 de junho de 2012A estação mais seca e mais fria do já começou. E é justamente por conta da baixa umidade do ar durante o inverno que a Cetesb, Companhia Ambiental do Estado, intensifica a fiscalização contra veículos poluentes em São José do Rio Preto. A região já registrou índices preocupantes de fumaça no ar. Ônibus e caminhões estão entre os principais vilões.
O Sindicato dos Motoristas de Rio Preto verifica a quantidade de produtos tóxicos que são emitidos por caminhões de transportadoras. O programa é uma iniciativa da Confederação Nacional de Transportes.
A verificação é simples. Um equipamento mede a quantidade de monóxido de carbono junto ao escapamento do caminhão. O aparelho fica ligado a um computador. “Ele analisa os gases poluentes soltos por veículos a diesel. Quanto mais gases ele soltar, mais poluentes estaremos respirando”, afirma Marcos Marquine, técnico do programa Despoluir.
Os fiscais que detectam um veículo trafegando com excesso de fumaça aplicam a multa de acordo com uma escala que avalia a coloração que sai do escapamento. O valor mínimo da multa é de R$ 1.006.
Em Rio Preto, no ano passado, foram realizadas 181 autuações. Ainda em 2011 um estudo realizado pela Cetesb mostrou que na região de Rio Preto a concentração de partículas na atmosfera chegou a 28 microgramas por metro cúbico de ar quando o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de até 20. A região de Araçatuba (SP) também não apresenta índices satisfatórios. A quantidade chega a 26.
“O problema se agrava no inverno por causa do pouco vento, do ar mais seco e por ter menos chuva. Por isso existe a concentração destes compostos químicos nas camadas mais baixas da atmosfera”, diz Daniel Gomes Pinto, gerente interino da Cetesb.
Os poluentes emitidos em excesso pelos veículos causam graves problemas para toda população. As crianças e os idosos são os principais prejudicados. O clima seco bem comum no noroeste paulista favorece o surgimento de doenças respiratórias causadas pela poluição.
“O tempo seco com poluição significa doença respiratória de 20 a 30% a mais”, explica o pneumologista João Batista Salomão.
Ainda segundo os especialistas, durante o inverno a poluição demora mais para se dissipar na atmosfera. É a chamada inversão térmica, que segura a fumaça em baixas altitudes, e prejudica ainda mais a saúde.
Fonte: G1
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